Tuesday, October 25, 2005

Referendo

O resultado do referendo sobre a proibição da comercialização de armas nos transporta a algumas considerações. A vitória do Não apesar de incontestável, não reflete ter prevalecido o espírito e índole da sociedade brasileira, mas a vitória de um marketing pobre porém eficiente junto às camadas menos esclarecidas do universo de eleitores. Afinal, dizer que os brasileiros estariam tendo o seu direito suprimido, jogou com a idéia de fazer com que o povo optasse pela Lei de Gérson, ou seja, levar vantagem em tudo. Assim, não quero perder um direito meu. Mas que direito é esse? Direito de comprar armas e munição. Quantos terão condições de usufruir desse direito? Se a grande maioria não tem condições econômicas para suas necessidades básicas, terá então para comprar uma arma e munição, apenas por ter esse direito?
Esses que impuseram seus interesses a favor da indústria de armas me fazem lembrar algo:
...Doze vozes gritavam cheias de ódio eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco...

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